profissional liberal deve abrir uma empresa

Quando um profissional liberal deve abrir uma empresa? Entenda!

Você está pagando impostos altos devido ao fato de trabalhar por conta própria, mas ainda tem dúvidas sobre quando um profissional liberal deve abrir uma empresa? Se os seus rendimentos e custos são grandes e isso está encarecendo a sua declaração de tributos, esse é o melhor momento para escolher um modelo empresarial para o seu negócio! Ao se enquadrar em um regime tributário, as suas contas com a Receita Federal serão reduzidas.

Para passar de profissional liberal para empresário, é necessário conhecer quais são os modelos de empresa e como escolher o mais adequado ao seu perfil. Confira abaixo tudo que você precisa saber para selecionar a melhor opção!

A importância de se enquadrar em um regime tributário

Optar por um regime tributário é importante principalmente para diminuir os custos com a prestação de contas ao leão.

Ao escolher trabalhar individualmente, o profissional tem que fazer o livro caixa — um processo obrigatório toda a vez que uma pessoa física recebe rendimentos provenientes de outra pessoa física. O livro caixa é uma ferramenta usada para controlar todas as receitas e despesas de um profissional mensalmente, uma espécie de planilha. O ideal é que esse controle seja feito com a ajuda de um contador, do contrário, o autônomo pode se perder e gerar complicações.

No entanto, apenas são consideradas despesas profissionais aquelas que fazem parte do exercício da sua profissão e estão autorizadas pela Receita Federal, como aluguel, condomínio, funcionários, telefone, internet, água, material usado na atividade e energia elétrica.

Assim, os impostos do profissional liberal seriam calculados da seguinte maneira: faz-se a soma das receitas obtidas no mês e posteriormente ocorre a subtração das despesas do mesmo período, que por sua vez equivalerá ao rendimento líquido profissional que está sujeito ao Imposto de Renda.

Dessa forma, pode-se afirmar que o profissional liberal terá que pagar IR nos rendimentos vindos de pessoa física em cima do valor do lucro profissional líquido, o que encarece as taxas tributárias e ao longo do tempo vai tornando a atividade desvantajosa em relação aos custos que gera.

Quando um profissional decide virar empresa, passando a emitir notas fiscais com CNPJ para os seus clientes, os seus impostos são cobrados de forma diferente. Considerando que a maioria das profissões paga impostos pelo regime de Lucro Presumido, cuja taxa é de 16,33% do valor de cada nota fiscal emitida (Impostos Federais + ISS), o valor final pago é menor do que quando ele atua como liberal (podendo ser até 27,5%).

O melhor modelo tributário para o seu caso

Para escolher um modelo tributário para se enquadrar, é necessário observar os seus rendimentos, pois cada opção tem um valor limite. Os principais modelos são:

Simples Nacional

Simples Nacional é uma categoria de tributação facilitada e simplificada para os micros e pequenos empresários, uma vez que recolhe todos os tributos municipais, estaduais e federais em uma única guia. O valor da alíquota diferencia-se de acordo com o faturamento, que é separado por faixas, tendo o limite máximo de R$ 3,6 milhões.

Nessa alternativa, não há o recolhimento direto ao INSS, que conforme o tipo de atividade prestada pode equivaler a 40% da folha de pagamento. Sendo assim, esse regime de tributos é mais recomendado para as empresas que possuem gastos significativos com rendimento do pró-labore ou remuneração alta dos autônomos.

Lucro Presumido

Na modalidade de Lucro Presumido, o empresário faz o cálculo da tributação com base em uma margem de lucro estipulada. Por isso, se uma empresa que participa desse regime tributário tiver prejuízo, ela terá que pagar mais, visto que os impostos são cobrados a partir de um valor preestabelecido, e quando ele não é atingido, consequentemente os impostos tornam-se mais caros.

Essa é a segunda opção mais escolhida por micro e pequenas empresas, o que se deve às suas alíquotas baixas. Esse modelo é mais indicado para os negócios que não possuem uma administração muito acertada, tendo uma renda bruta anual de até R$ 78 mil e quando as alíquotas do Simples Nacional se tornam muito altos para o seu caso, como acontece com as empresas de tecnologia.

EIRELI

O EIRELI (Empresa Individual de Responsabilidade Limitada) é o tipo de negócio(natureza jurídica) que pode ser adotado apenas pelos empresários que atuam individualmente. Para se enquadrar nessa categoria é preciso ter um capital social com, no mínimo, 100 salários mínimos.

As vantagens desse formato são não comprometer o patrimônio pessoal do empreendedor em decorrência de dívidas da empresa, impedindo que ele tenha prejuízos pessoais em caso de falência, e não ter nenhum limite de faturamento. Desse modo, é possível permanecer nessa categoria mesmo se a empresa obtiver lucratividade alta.

As vantagens de abrir uma empresa

Ao deixar de prestar os seus serviços como liberal e aderir a um modelo tributário jurídico, o empreendedor arcará com uma tributação menor — essa variação é de 8% a 17%. Portanto, uma das principais vantagens de abrir uma empresa é poder economizar na hora de declarar os seus impostos.

Após se enquadrar em um regime tributário, o empreendedor tem que cumprir diversas obrigações, como recolher os impostos corretamente e atender às leis que regulamentam a prestação do serviço. Em contrapartida, o empresário também ganha direitos e benefícios, como ter mais facilidade para obter crédito para investir no crescimento da empresa e contar com suporte para administração do negócio, além de poder contratar um contador para administrar as suas contas e funcionários.

Agora que você já sabe quando um profissional liberal deve abrir uma empresa e conhece os regimes tributários, é só escolher o mais apropriado para o seu perfil e nível de faturamento!

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