Fisioterapeuta: descubra o modelo de tributação ideal para você

Escolher o melhor modelo de tributação não é uma tarefa simples, porém é algo que deve ser feito quando se está empreendendo. Quando se trata de empreendedores do ramo da fisioterapia, a responsabilidade é ainda mais árdua. Isso porque esse profissional não recebeu formação técnica relacionada a essa área, o que torna a decisão nem um pouco trivial.

Apesar disso, não é impossível para o fisioterapeuta estudar e ficar a par do tema por conta própria. Podemos dizer que esse é um grande primeiro passo para poder optar pelo melhor modelo para o seu empreendimento.

Se você se encontra nessa situação, confira o post que preparamos e entenda como funciona cada modelo de tributação para, assim, escolher o ideal para a sua realidade. Acompanhe!

O que é o modelo de tributação?

Modelo tributário ou regime de tributação nada mais é do que o sistema de cobrança de impostos que é aplicado em uma empresa. Pois bem, os impostos cobrados variam de acordo com o modelo escolhido pelo negócio e o seu volume de arrecadação ao longo do ano.

É importante que a escolha do modelo seja feita corretamente, pois ela determinará como serão as bases de cálculo dos impostos federais, estaduais e municipais. Sendo assim, estes poderão ser menores ou maiores, tudo vai depender dessa escolha.

Deu para perceber que essa escolha é algo muito importante, não é mesmo? Por isso, sugerimos fortemente buscar auxílio profissional para tomar essa decisão. Ressaltamos que conhecer os regimes tributários disponíveis também ajuda a entender melhor esse processo.

Quais são os modelos tributários no Brasil?

Agora que você já sabe da importância de tomar conhecimento sobre os modelos tributários no Brasil para decidir qual escolher para o seu negócio, vamos falar um pouco mais sobre cada um deles. Veja abaixo quais são as opções disponíveis:

1. Simples Nacional

O primeiro modelo de tributação que vamos apresentar é o Simples Nacional. Antes de mais nada é preciso que você saiba que, para que o negócio se encaixe nesse regime, é preciso cumprir alguns requisitos:

  • deverá se enquadrar na definição de micro ou pequena empresa;
  • ter faturamento anual de até R$ 3,6 milhões;

Além disso, é preciso cumprir outros requisitos que envolvem a legislação e formalização da escolha por esse modelo. No Simples Nacional, os impostos cobrados sobre a receita bruta variam de acordo com a atividade da empresa. Geralmente os percentuais começam em 4% e podem terminar em mais de 17%.

Dentre as vantagens de aderir a esse regime, destacam-se a facilidade no processo de contabilidade, no que diz respeito à arrecadação de impostos. Além disso, o CNPJ será o único identificador da inscrição do negócio. Porém, há a desvantagem dos impostos serem calculados sobre o faturamento anual e não sobre o lucro obtido ao longo do ano.

Para o fisioterapeuta que trabalha sozinho é preciso verificar até que ponto esse modelo vale a pena, pois o valor do imposto pode mudar caso ele não tenha funcionários. Vamos falar um pouco mais sobre o assunto no último tópico deste post.

2. Lucro Presumido

Já o Lucro Presumido é um modelo de tributação baseado nos cálculos sobre o lucro que o negócio pode ter a partir de suas receitas brutas.

Os requisitos para a empresa poder entrar nesse modelo são:

  • ter faturamento anual menor do que R$ 78 milhões por ano;
  • não atuar no mercado financeiro;
  • ausência de rendimentos de capital vindos do exterior.

Esse modelo tem como ponto forte ser mais simples de trabalhar do ponto de vista da contabilidade e também o fato de o imposto cobrado ser pré-fixado em 8%. Ou seja, independentemente do valor do lucro durante o ano, ele continua o mesmo.

Apesar disso, esse modelo não oferece uma maneira de crédito para abatimento do pagamento do imposto, tal como o Lucro Real oferece. Além disso, se o lucro também for abaixo do esperado, o imposto a ser pago continua sendo os 8%.

Para o fisioterapeuta é preciso analisar cuidadosamente se esse modelo é a melhor opção. Por isso é importante consultar o seu histórico de lucro, visto que é possível pagar uma alíquota abaixo de 8% optando pelo Simples Nacional.

3. Lucro Real

Já o Lucro Real é o modelo de tributação mais complexo de todos. Isso porque o cálculo dos tributos a serem recolhidos são feitos por meio dos registros contábeis da receita, retirando os gastos do período. Lembrando que o Imposto de Renda e a Contribuição Social só serão recolhidos se houver lucro no período de incidência.

O requisito para que uma empresa entre nesse regime é ter um faturamento anual acima de R$ 24 milhões, além das organizações que têm rendimentos vindos de transações internacionais. Ou seja, ele é aplicado somente para empresas com grandes movimentações financeiras.

Assim como falamos, esse modelo apresenta um maior rigor tributário e não é o mais indicado para um fisioterapeuta, a não ser que ele tenha uma empresa de grande porte que atue no ramo.

Quais as novidades da área de tributação para a área de fisioterapia?

Agora para 2018 já estavam previstas algumas mudanças que podem impactar, principalmente, o fisioterapeuta empreendedor ao longo do ano. A principal delas está no regime do Simples Nacional, que a partir de janeiro desse ano exigirá que a empresa contida nesse modelo gaste ao menos 28% do seu faturamento com a folha de pagamento, incluindo o pró-labore dos sócios.

Lembrando que o cálculo de pagamento do imposto é feito com base nos últimos 12 meses, tanto no faturamento, quanto nos gastos com a folha de pagamento. Ou seja, o ano de 2017 ainda pode impactar 2018. Sugerimos, então, que os profissionais da área solicitem ajuda aos especialistas e também para as consultorias da área, a fim de entender se ainda vale a pena continuar nesse modelo de tributação.

Agora que já tem condições de saber qual é o modelo de tributação ideal para você, aproveite e confira mais um de nossos posts e continue aprendendo: Profissional Liberal ou Simples Nacional: qual é o melhor regime?

Autor Contsimples Fransico

Francisco Melo Jr.

Contador especializado em micro e pequenas empresas com 20 anos de experiência.
Head de Contabilidade da ContSimples, dedica seu tempo a descomplicar a contabilidade e a escalar montanhas por aí.



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