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6 erros na gestão financeira que te impedem de crescer mais

Para acender o sinal de alerta dos nossos leitores, vamos começar esse texto com um dado, apresentado recentemente pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE): hoje, 50% dos negócios nacionais fecham antes mesmo de concluírem 4 anos de existência. De acordo com o Sebrae, o motivo é muito simples: falta maturidade em gestão financeira do empresariado brasileiro.

Poucos são os gestores que realizam um planejamento financeiro detalhado do negócio. O grupo fica menor ainda quando consideramos os que apostam em boas práticas de gestão financeira e contábil, contando com um suporte profissional na área.

O resultado vem a galope, como vimos nos dados apresentados pelo IBGE: uma “taxa de mortalidade” assustadora. Portanto, se você não quer fazer parte das estatísticas, é preciso levar a sério a gestão financeira da sua empresa!

Agora, para aqueles empreendedores que já possuem um crescimento expressivo, a situação muda. A questão, nesse caso, é descobrir como fazer para desenvolver o controle contábil e garantir que o negócio não fique estagnado.

Existem alguns erros básicos que podem atravancar o seu progresso, e é justamente sobre eles que pretendemos falar nesse post.

Confira a seguir as principais gafes que podem impedir o seu crescimento!

Não otimizar os processos internos

Pode ter certeza: grande parte dos problemas financeiros surgem por conta de processos internos ineficientes, que podem estagnar o crescimento do negócio. Por isso, é fundamental procurar soluções dinâmicas para a resolução de problemas.

Acima de tudo, é preciso exterminar os famosos gargalos de produção, ou seja, atividades internas que geram desperdícios, retrabalho ou improdutividade.

No tocante ao controle financeiro e contábil, o gestor pode contar com softwares desenvolvidos para automação desses processos, além de serviços contábeis online, que garantem ainda mais celeridade às atividades.

Ao implantar a automação das tarefas, é possível conseguir informações muito mais rapidamente, diminuir a burocracia interna e, é claro, garantir o máximo de produtividade. Afinal, seu foco deve ser no planejamento, não em atividades desnecessariamente complexas.

As funções gerenciais são efetivamente otimizadas com o uso de programas que auxiliam as suas atividades, gerando resultados bastante positivos. Para isso, não é necessário nada mais que esforço para aprender como usufruir de todos os benefícios da informatização.

Não desenvolver uma boa cultura organizacional

A automação é fundamental, além dos já mencionados processos online, no entanto, nada disso será eficaz se o gestor não possuir colaboradores conscientes da importância das finanças para o crescimento do negócio. Por isso, é fundamental que o mesmo desenvolva uma cultura organizacional pautada na prestação de contas.

Essa é a única forma para que todos os profissionais conheçam os processos internos do negócio e saibam exatamente quais são as consequências de cada atividade.

A cultura organizacional deve ser estimulada e replicada pelo gestor durante o seu dia a dia para inspirar os colaboradores. Apostar em treinamentos internos, permitindo que essa cultura seja bem absorvida, é uma boa opção.

Não acompanhar os resultados com indicadores financeiros

Tão importante quanto descobrir que a sua empresa está crescendo, é diagnosticar o motivo. Por essa razão, é primordial que a direção adote bons indicadores financeiros para acompanhar o seu desempenho.

O monitoramento dos resultados é uma das atividades essenciais da gestão do negócio, afinal, é dessa forma que é possível definir estratégias e planos de ação baseados em informação real, não apenas em meras suposições.

Alguns indicadores importantes são:

  • Margem operacional;
  • Margem líquida;
  • Margem EBITDA.

Esses três indicadores estão diretamente ligados à:

  • Rentabilidade do negócio;
  • Cobertura de juros;
  • Endividamento total/patrimônio, relacionado à estrutura do capital;
  • Giro de caixa, que é um dos principais indicadores de atividade;
  • Indicador de liquidez, também conhecido como liquidez corrente.

Não possuir um fluxo de caixa organizado

Você já deve saber que o fluxo de caixa é uma das ferramentas mais importantes para o controle financeiro do negócio. Acontece que, para uma empresa em crescimento, é preciso ir muito mais além, e o começo é na organização. Isso mesmo, você deve começar a repensar a forma como gerencia esse processo.

Uma boa dica é:

Divida todas as entradas e saídas em centros de despesas e de receitas, com um detalhamento sobre cada movimentação.

Além disso, você também pode desenvolver um fluxo de caixa projetado, com estimativas para os próximos períodos, organizando compras de estoques, investimentos financeiros e até o pagamento de dívidas.

Não acompanhar a Demonstração de Resultados

Bom, certamente você já deve fazer o controle dos fluxos de caixa, sendo necessário apenas organizá-lo. Geralmente são poucos os gestores que acompanham a Demonstração de Resultados do Exercício (DRE), outra avaliação indispensável para a empresa. A DRE é elaborada pela equipe contábil, e tem como objetivo mostrar a situação patrimonial do negócio, isto é, os ativos, os passivos e o patrimônio líquido.

A ideia da DRE é mostrar uma “fotografia” do negócio em determinado momento, apontando como todas as contas estão interligadas. É como um termômetro da empresa, que ajuda a definir a sua saúde financeira.

Se está em situação de passivo a descoberto, por exemplo, é preciso tomar a medicação certa para reverter o quadro. Para fazer uma avaliação apropriada da DRE, no entanto, é fundamental uma participação da equipe contábil.

Não realizar um planejamento tributário

Por fim, é preciso ficar atento aos custos invisíveis do negócio, que podem comprometer completamente o seu crescimento. O principal deles são os encargos tributários.

Muitas vezes, por não adotarem um modelo de tributação adequado, deixando de aproveitar isenções disponíveis pelo governo ou, simplesmente, por não recolher de maneira apropriada os tributos, as empresas acabam desperdiçando eventuais benefícios.

É fundamental que o gestor faça um planejamento tributário para estancar completamente qualquer tipo de custo desnecessário que seja realizado nesse sentido e, para isso, ele precisa do apoio de profissionais qualificados.

No Brasil, as empresas já pagam encargos tributários bem altos, portanto, é preciso evitar ao máximo que esse custo – que já é elevado – se torne ainda mais inconveniente para a saúde e gestão financeira do negócio.

Gostou das nossas dicas? Para você, quais desses erros podem causar mais problemas para o crescimento de um negócio? Deixe sua opinião nos comentários!


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